Ficou só na ameaça
Ontem, mais uma vez voltando de baú para casa, Shaka olha para o céu e se depara com um céu sombrio e tenebroso. Após 4 meses de seca finalmente ia chover, pensava eu enquanto torcia para que São Pedro me deixasse chegar em casa seco. Após a jornada até o Santuário, que dessa vez foi menos quente devido aos constantes ventos anunciadores do dilúvio, veio a correria para ir do ponto até a Casa de Virgem. Nessas horas nem o fato de um Cavaleiro de Ouro poder se mover na velocidade da luz (ou da Lully, se ela preferir) ajudou a diminuir o medo de chegar em casa cheio de dihidróxido de hidrogênio - água para os íntimos - espalhado pela sagrada armadura de Virgem.
Pelo menos consegui chegar em casa seco. Após a higiene pessoal e uma ceia digna de um Cavaleiro de Atena, minha amada amazona me liga, perguntando se eu poderia dar um "pulinho" na casa dela... olhando para o céu e o vendo cada vez mais escuro e pronto para acariciar a terra com suas bençãos hídricas decidi arriscar e disse sim. Afinal, ela vale o sacrifício. Para a minha felicidade consegui carona com o meu irmão que estava de saída para um Shopping e ele me deixa lá na casa dela. Apesar de não ser longe de onde moro - menos de 1 Km - a chuva fez o caminho ser longo e perigoso. Pois insensatos com seus carros corriam mais que deviam para escapar do mesmo fim que eu temia. Cheguei lá seco.
Agora dentro da casa da minha amazona e com garantia de carona de volta pensei: "pode chuver a vontade agora". Mas São Pedro, pelo visto, estava apenas limpando a garganta antes do trabalho por que infelizmente não choveu...
Fiquei na espectativa de chover, mas o céu começou a clarear e as nuvens ficaram cada vez mais esparsas até o céu noturno de brigadeiro voltar a reinar na noite do Santuário.
Depois de uma noite dessa, só me resta a conclusão: acho que a minha reza foi forte demais...

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