terça-feira, setembro 14, 2004

Meios de transporte

Ontem Shaka voltando do trabalho pega ônibus e inicia a filosofar durante a viagem:

Quando peguei o ônibus no início da W3 Sul (uns 20 Km de casa) descobri que tal palavra nesse horário não possui acento. Sem poder me sentar, não resta outra opção senão ir para o fundo e ficar de pé (por aqui a gente sobe pela frente e desce pelo fundo). De lá pude ver o baú (sinônimo de ônibus por aqui) encher cada vez mais de pessoas. Quando pensei que não podia caber mais gente, dou a cara a tapa: o transporte para na parada da 506 (a parada das escolas, nessa quadra são umas oito escolas uma ao lado da outra) e o baú ficou repleto. Vi uma placa: lotação 56 sentados e 40 em pé. Realmente são 56 sentados, mas em pé... acho que passa de 60! E o calor toma conta do transporte e aí vem a vantagem de ficar no fundo: toda vez que alguém vai descer e a porta se abre, rola um ventinho e nos refrescamos um pouco.

Termina a W3 e vem a subida do "cemitério" (por que contorna o cemitério da cidade) e é sempre engarrafado... de pé não pude fazer outra coisa além de ficar em pé ouvindo a conversa alheia. Uma mulher reclamando para outra que havia largado o namorado e que todo mundo queria que ela voltasse com ele, apesar dos dois não se quererem mais.

Para minha felicidade a avenida que passa pelo SIA estava vazia e, em menos de 10 minutos de a atingirmos, estávamos chegando ao Santuário. Primeira parada do Santuário desce metade do ônibus, na outra conhecida como "André Luiz" (devido a um Centro espírita homônimo) desce metade e começa o pinga-pinga de gente até a minha parada - no centro do Santuário. Chega a minha vez, desço e sou saudado com o ar fresco da noite candanga... para mim não resta mais nada além de descansar para o dia seguinte.